Inclusão de mulheres e minorias ganha espaço na Campus Party

Inclusão de mulheres e minorias ganha espaço na Campus Party
Público tem mulheres em peso para assistir a painel sobre empoderamento feminino na tecnologia, no palco principal da Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1​

Maior evento de tecnologia da América Latina tem palestras e painéis sobre diversidade.

Entre exposições de supercomputadores, drones, impressoras 3D e discussões sobre programação, astronomia e ciência, um assunto chamou a atenção na 12ª edição da Campus Party, que acontece nesta semana, em São Paulo: como incluir mais mulheres, negros e pessoas LGBTI no setor de tecnologia.

Só entre quarta (13) e quinta-feira (14), a diversidade foi o principal tema de ao menos 8 palestras no maior palco do evento, que também contou com painéis compostos exclusivamente por mulheres.

“Pelo que vi, este ano eles se preocuparam bastante [em trazer discussões] com relação às meninas e também às meninas negras aqui”, diz a estudante de relações internacionais Ester Borges, de 21 anos, que tem um projeto para ensinar programação para garotas e está na Campus Party pela primeira vez.

A estudante Ester Borges, 21, tem um projeto para ensinar meninas a programar e foi à Campus Party pela primeira vez — Foto: Luísa Melo/G1
A estudante Ester Borges, 21, tem um projeto para ensinar meninas a programar e foi à Campus Party pela primeira vez — Foto: Luísa Melo/G1

A organização, no entanto, nega um movimento intencional. “A gente procurou, na verdade, trazer pessoas boas dentro dos temas de conhecimento que a gente aborda. E tem muita gente boa aí, seja negro, seja LBGT, seja mulher, branco, amarelo, rosa”, diz o diretor-geral Tonico Novaes.

Dividindo o palco com outras cinco mulheres para falar sobre equidade de gênero nas empresas, Maitê Lourenço, psicóloga e fundadora da BlackRocks, instituição que ajuda negros a criarem startups, fez uma provocação. “Olhem ao redor e vejam quantas pessoas negras tem perto de vocês. Quem não se incomodar com essa imagem, a gente precisa conversar”.

Painel sobre empoderamento feminino na tecnologia na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1
Painel sobre empoderamento feminino na tecnologia na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1

Foi aplicando o chamado “teste do pescoço” que ela chamou a atenção para o fato de que o público da Campus Party, assim como todo o setor de tecnologia, ainda é majoritariamente branco.

Outra convidada que abordou o tema foi a executiva Nina Silva. Ela é uma das fundadoras do Movimento Black Money, que busca fomentar o empreendedorismo negro e fazer com que o dinheiro dessas pessoas circule na própria comunidade.

Nina chamou a atenção para o fato de que muitos negros e integrantes de outras minorias continuam sendo “estereotipados e maltratados” mesmo quando ocupam altos níveis dentro das empresas e são bem remunerados.

A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1
A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1

Uma solução para isso, segundo ela, “é criar as próprias cadeiras” e fazer boicotes às companhias não comprometidas com sua causa. “Não vou comprar de empresas que me subjugam”.

A executiva deu sua contribuição para “enegrecer”, como ela diz, e diversificar a própria Campus Party.

Ela recebeu 30 ingressos como contrapartida pela palestra e selecionou pessoas que fazem parte da sua rede para participar do evento. Dessas, segundo ela, 25 são negras, 15 são mulheres e 2 são pessoas com deficiência.

A prefeitura de São Paulo, apoiadora institucional, fez algo parecido. Depois de uma seleção, dos 300 campings que tinha para distribuir, doou 140 para mulheres. E dos 1,1 mil ingressos de campuseiros, 655 foram cedidos a garotas, 180 a homens negros periféricos e mais de 100 a pessoas LGBT, segundo a produtora Kamila Camilo.

Ana Alice Costa, de 33 anos, foi uma das pessoas que ganhou o ingresso da prefeitura. Mulher trans, ela atua no setor de TI há mais de 12 anos e conta que tem dificuldade para conseguir emprego desde que começou o processo de transição, há cerca de 3 anos.

Ana Alice da Costa, 33, trabalha no setor de TI há 12 anos e se queixa da dificuldade de conseguir emprego depois de iniciar processo de transição de gênero — Foto: Luísa Melo/G1Ana Alice da Costa, 33, trabalha no setor de TI há 12 anos e se queixa da dificuldade de conseguir emprego depois de iniciar processo de transição de gênero — Foto: Luísa Melo/G1

“Cheguei a ouvir, em uma entrevista, a menina do RH que me entrevistou falar com o gestor: a pessoa se encaixa na vaga, mas não dá para contratar. Como nossos clientes vão vê-la?”. Ela afirma que poder ter seu nome social no crachá da Campus Party é um ponto positivo. “Pode parecer um detalhe pequeno, mas, psicologicamente, faz diferença.

Inclusão social

A premiada pesquisadora Joana D’Arc Félix, que enfrentou a pobreza na infância e sofreu com o racismo, falou sobre a importância da inclusão social. Ela diz que é importante não se vitimizar e seguir em frente apesar dos obstáculos.

Joana leciona em uma escola técnica em Franca, no interior de São Paulo, e concede bolsas de iniciação científica aos estudantes. Ela diz que só contempla aqueles que estão envolvidos com tráfico e prostituição, e não para os com melhor desempenho escolar, por um motivo.

A cientista Joana D'Arc Félix fala a campuseiros em palestra na noite de quarta-feira (13) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1
A cientista Joana D’Arc Félix fala a campuseiros em palestra na noite de quarta-feira (13) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1

“Se nós trabalharmos só com os melhores, os ditos problemáticos, os piores, sempre serão excluídos. Então a gente nunca vai ter um Brasil 100%. A gente tem que dar oportunidade para esses ditos piores, porque dando oportunidade, eles têm condição de mostrar o talento, colocar aquele talento que está adormecido, escondido”, disse ao G1.

A Campus Party espera 13 mil campuseiros até domingo (17) e não divulgou quantos deles são mulheres, nem a fatia feminina entre os palestrantes.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/campus-party/2019/noticia/2019/02/15/inclusao-de-mulheres-e-minorias-ganha-espaco-na-campus-party.ghtml

 

Equipes de ciência de dados devem operar como startups

Equipes de ciência de dados devem operar como startups

A medidas que emergem e crescem, elas podem adotar três táticas comuns entre as startups para aumentar a produtividade e operar de forma eficaz

Com o aumento do uso de dados nos negócios, as organizações estão se esforçando para montar equipes de Ciência de Dados. Como essas equipes são relativamente novas, não há precedência sobre como as empresas devem estruturá-las, e muitos especialistas têm opiniões divergentes. Naturalmente, a estrutura da equipe de Ciência de Dados será diferente com base no foco da empresa, no tamanho da equipe e nos dados em si. A boa notícia é que é possível pegar elementos operacionais bem-sucedidos das startups e aplicá-los às equipes de Ciência de Dados.

Como a maioria das startups falha, os especialistas definiram os elementos operacionais com maior probabilidade de dar a uma startup a uma chance de sucesso. Três desses elementos incluem o uso de metodologias Lean e Agile, a adoção de uma estrutura plana e adaptação rápida às mudanças. À medida que as equipes de Ciência de Dados emergem e crescem, elas podem adotar essas três táticas para aumentar a produtividade e operar de forma eficaz.

 

Metodologias ágeis

Escalar a Ciência de Dados e tornar o modelo operacional são dois desafios enfrentados pelas equipes. Geralmente, os projetos de dados usam desenvolvedores DevOps que precisam trabalhar com a equipe de Ciência de Dados, o que pode significar que as equipes codificam de forma colaborativa. As metodologias ágeis funcionam bem nesses cenários, especialmente quando os modelos em produção precisam de engenharia para implantar ou vários recursos que dão suporte ao modelo. A integração contínua e o teste automatizado, dois pilares das metodologias ágeis, funcionam bem com projetos de Ciência de Dados que combinam várias habilidades na equipe.

Adote uma estrutura plana

Muitas startups optam por uma estrutura plana para estimular a colaboração e a criatividade. Uma estrutura plana economiza custos operacionais porque não há necessidade de números de gerenciamento médio, o que cria uma operação mais enxuta. Startups desfrutam da comunicação direta que uma estrutura plana oferece, e as decisões são tomadas muito mais rapidamente. Frequentemente, os funcionários ficam mais felizes sob uma estrutura plana, porque há muito menos microgerenciamento e  todos os membros da equipe contribuem igualmente.

Para equipes de Ciência de Dados, uma estrutura plana pode funcionar bem. O compartilhamento de conhecimento é aumentado nesse tipo de ambiente, o que significa que os cientistas de dados juniores podem acessar facilmente a experiência de membros mais experientes da equipe. Além disso, muitos cientistas de dados são altamente qualificados tecnicamente, mas não possuem habilidades de gerenciamento, portanto, uma hierarquia pode deixar alguns membros da equipe sem treinamento ou a liderança necessária para melhorar. Normalmente, um gerente com experiência técnica, às vezes um CTO, lidera a equipe de Ciência de Dados e mantém o restante dos funcionários em uma estrutura plana. Esse transita bem entre os lados comercial e técnico da empresa e tem experiência em gerenciamento para ajudar a orientar o progresso. Como cada função da Ciência de Dados depende de outra, uma estrutura plana funciona bem.

 

Adapte-se a mudanças rápidas

No mundo das startups, muita coisa pode mudar da noite para o dia. Talvez um concorrente o impeça de entrar no mercado ou o financiamento esteja demorando… O Startup Genome Report descobriu que as startups que “pivotam” uma ou duas vezes aumentam 2,5 vezes mais dinheiro, têm 3,6 vezes mais crescimento de usuários e têm 52% menos probabilidade de escalar prematuramente do que startups que “pivotam” mais de duas vezes. Mudar de rumo é a maneira como o mundo das startups funciona e, às vezes, as equipes de Ciência de Dados também devem pivotar.

Fonte: https://cio.com.br/equipes-de-ciencia-de-dados-devem-operar-como-startups/

7 novas regras de liderança em TI

7 novas regras de liderança em TI

Poucas coisas no mundo mudaram mais dramaticamente nos últimos 10 anos do que a tecnologia. Mas muitos líderes de tecnologia ainda estão se pautando por regras antigas e desatualizadas.

Já se foram os dias em que a TI dava ordens para que todos na empresa fossem obrigados a segui-la. E que o departamento de TI era estritamente um tomador de pedidos, simplesmente tentando atender às demandas dos executivos de negócios.

O crescente ritmo de mudança significa que as empresas não podem mais se dar ao luxo de levar meses (ou anos) para implementar projetos de TI grandes e caros; entrega contínua e constante é a nova lei. As organizações também não podem escolher entre inovação ou segurança – elas precisam de ambas. Isso coloca mais pressão sobre os CIOs para entregar novas iniciativas de maneira segura e compatível.

Hoje, os líderes de TI estão ajudando os usuários de negócios a escolher o melhor de um catálogo cada vez maior de ferramentas e serviços, enquanto orientam a organização por meio de sua transformação tecnológica. À medida que as empresas se tornam mais dependentes dos dados para impulsionar as decisões, os líderes de tecnologia têm mais poder e maior responsabilidade.

As regras antigas utilizadas pela TI deixam de ser relevantes. Aqui está o que as substituiu.

Regra antiga: a TI cria as regras (e tenta aplicá-las)
Nova regra: os usuários criam as regras (e a TI tenta mantê-las fora de problemas)
Estabelecendo políticas, aplicando padrões, certificando-se de que tudo com um LED esteja seguro e firme. Lembra dos velhos tempos?

Hoje os usuários fazem as regras. Seu trabalho é guiá-los gentilmente na direção certa, para garantir que eles não coloquem as operações e a empresa em risco.

“O papel do CIO mudou de executor para curador”, diz Jonathan Stone, CTO/COO da Kelser.

Cinco anos atrás, os líderes de tecnologia decidiram quais aplicativos o negócio usaria e quem teria acesso a eles. Agora eles estão constantemente avaliando como as novas tecnologias podem beneficiar os negócios e orientando os usuários sobre as melhores soluções.

“Toda a equipe ainda precisa estar na mesma página, e o CIO ainda decide qual página é essa”, diz Stone. “Mas você não os vê mais tomando decisões abrangentes como: ‘Não fazemos nada baseado na nuvem'”.

Regra antiga: manter as luzes acesas
Nova regra: manter os dados fluindo
As velhas tarefas diárias de TI – administrar direitos de acesso, gerenciar a qualidade dos dados e gerar relatórios – são normalmente tratadas por equipes de negócios com pouca ou nenhuma supervisão de TI, diz Mark Settle, CIO da Okta. Hoje é tudo sobre dados.

“As principais responsabilidades da TI estão cada vez mais focadas na integração de dados em vários aplicativos, no gerenciamento de dados mestres em nível corporativo e na aplicação de salvaguardas de segurança cibernética”, diz Settle. “A TI torna as empresas mais competitivas, automatizando processos, democratizando dados e reduzindo a fricção em relação ao usuário”.

Hoje os usuários fazem as regras. Seu trabalho é guiá-los gentilmente na direção certa, para garantir que eles não coloquem as operações e a empresa em risco.

“O papel do CIO mudou de executor para curador”, diz Jonathan Stone, CTO/COO da Kelser.

Cinco anos atrás, os líderes de tecnologia decidiram quais aplicativos o negócio usaria e quem teria acesso a eles. Agora eles estão constantemente avaliando como as novas tecnologias podem beneficiar os negócios e orientando os usuários sobre as melhores soluções.

“Toda a equipe ainda precisa estar na mesma página, e o CIO ainda decide qual página é essa”, diz Stone. “Mas você não os vê mais tomando decisões abrangentes como: ‘Não fazemos nada baseado na nuvem'”.

Regra antiga: manter as luzes acesas
Nova regra: manter os dados fluindo
As velhas tarefas diárias de TI – administrar direitos de acesso, gerenciar a qualidade dos dados e gerar relatórios – são normalmente tratadas por equipes de negócios com pouca ou nenhuma supervisão de TI, diz Mark Settle, CIO da Okta. Hoje é tudo sobre dados.

“As principais responsabilidades da TI estão cada vez mais focadas na integração de dados em vários aplicativos, no gerenciamento de dados mestres em nível corporativo e na aplicação de salvaguardas de segurança cibernética”, diz Settle. “A TI torna as empresas mais competitivas, automatizando processos, democratizando dados e reduzindo a fricção em relação ao usuário”.

Mais do que nunca, a TI deve equilibrar as necessidades de conformidade e segurança da organização com os desejos dos usuários finais. Em outras palavras, os CIOs modernos precisam ser tão bons em RH quanto na segurança da informação. É preciso proteger as aplicações, independente do dispositivo.

Regra antiga: escolha um parceiro, fique com ele por toda a vida
Nova regra: mantenha suas opções em aberto
Era uma vez CIOs que simplificavam seus portfólios, comprometendo-se com um grande fornecedor para implementar a maior parte da tecnologia em uso na empresa. Mas as falhas de entrega, as taxas onerosas de licenciamento, a inflexibilidade e o aprisionamento do fornecedor azedaram muitas dessas relações.

Hoje em dia as empresas podem fazer muito melhor  buscando parceiros tecnológicos mais ágeis que possam satisfazer suas necessidades sem renegociações prolongadas ou penalidades, diz Mike Meikle, CEO da secureHIM.

“É tudo sobre economia de custos e flexibilidade”, diz Meikle. “As empresas agora querem os melhores parceiros de vendas, cujos SLAs são mais flexíveis, permitindo que eles respondam com mais agilidade a um mercado que muda rapidamente.”

Ainda assim, flexibilidade e liberdade têm um custo.

“Mais fornecedores e soluções significam maior complexidade”, acrescenta. “E muitas empresas cometem o erro de pensar que o uso de fornecedores terceirizados ou SaaS permitirá que eles reduzam o número de funcionários, de modo que acabam perdendo conhecimento institucional valioso.”

O sucesso de fazer malabarismos com vários provedores de serviços também exige a instalação de um programa de gerenciamento de fornecedores para garantir que os SLAs sejam cumpridos e os contratos sejam mantidos.

“Ter um programa de governança maduro também será importante para manter as expectativas da diretoria de acordo com a realidade”, acrescenta.

Regra antiga: Se não está quebrado, não conserte
Nova regra: se não está quebrado, quebre
Uma década atrás, o trabalho da TI era manter a disponibilidade alta e os custos baixos, para minimizar interrupções e evitar violações. Hoje, CIO realmente significa Chief Innovation Officer. Mover-se rápido, quebrando as coisas é o novo mandato.

“Os CIOs agora são responsáveis ​​por inovações de produtos e serviços que aumentam as receitas, aumentam a fidelidade e eliminam a concorrência”, diz Bhanu Singh, vice-presidente de desenvolvimento de produtos e operações da OpsRamp. “Acima de tudo, eles devem incentivar a tomada de risco calculado, especialmente em torno da tecnologia e dos ecossistemas disruptivos, para manter os negócios e a organização um passo à frente dos concorrentes”.

Todas as empresas devem repensar seus processos continuamente, diz Lightman, da CMU. Grandes corporações avessas ao risco devem procurar a TI para avaliar os desafios da inovação e como gerenciá-los.

“Pode haver muita interrupção no mercado dizendo às empresas que elas precisam assumir mais riscos do que poderiam”, diz ele. “A liderança em TI pode ajudar, avaliando e compreendendo todos os riscos e como mitigá-los.”

Fonte: https://cio.com.br/7-novas-regras-de-lideranca-em-ti/

10 tendências de cibersegurança para 2019

10 tendências de cybersecurity para 2019

Uma cadeia é tão forte quanto seu elo mais fraco, e todos nós temos que nos apropriar dos riscos se quisermos proteger nossos dados e redes

O mundo corporativo foi abalado por uma série de violações de dados e ataques de ransomware em 2018. A Juniper Research estimou que a quantidade de dados roubados por criminosos cibernéticos poderia aumentar em até 175% nos próximos cinco anos. Acrescente a isso incertezas na economia global e 2019 parece ser um ano desafiador para profissionais de segurança cibernética.

1. Operacionalizando o GDPR
Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE (GDPR) exige que todas as empresas que operam na UE protejam a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos da UE. As penalidades para o não cumprimento são altas e o GDPR tem uma visão ampla do que constitui os dados pessoais, tornando isso um dever potencialmente oneroso. Um relatório da Ovum sobre as leis de privacidade de dados, de julho de 2018, revela que dois terços das empresas consideram que terão que adaptar seus próprios procedimentos para se tornarem conformes com o GDPR, e mais da metade teme que possam ser multadas por não conformidade. Uma abordagem proativa à privacidade de dados também é benéfica para empresas que operam fora da Europa. Muitos países estão seguindo o exemplo do GDPR. Será que veremos a adoção de uma lei abrangente de privacidade federal nos EUA em 2019?

2. Gerenciando dispositivos gerenciados e não gerenciados
À medida que o número e a variedade de dispositivos móveis (gerenciados e não gerenciados) empregados pelos usuários continuam a crescer, as redes corporativas passam a ter maior dificuldade para mitigar os riscos envolvidos. A IoT vinculou vários dispositivos conectados, muitos dos quais com pouca ou nenhuma segurança integrada, a redes anteriormente seguras, resultando em um aumento exponencial de endpoints exploráveis. As empresas precisam lidar com essa tendência e afirmar algum controle sobre o uso de dispositivos não gerenciados e estabelecer protocolos claros para dispositivos gerenciados.

3. Fazendo um inventário completo
Uma pesquisa recente conduzida pelo Ponemon descobriu que mesmo que 97% dos profissionais de segurança concordassem que um ataque cibernético causado por um dispositivo inseguro poderia ser catastrófico para sua empresa, apenas 15% tinham um inventário dos dispositivos IoT conectados a seus sistemas e menos que metade tinha um protocolo de segurança que permitia desconectar dispositivos vistos como de alto risco. É imperativo que a empresa adote uma abordagem proativa a essa vulnerabilidade. Este ano, esperamos ver mais empresas seguirem as recomendações de melhores práticas do NIST para estabelecer um inventário em tempo real de todos os dispositivos conectados. Não só aqueles que utilizam uma conexão física, mas também através de WiFi e Bluetooth.

4. Ataques de spear phishing
Dados pessoais são uma moeda cada vez mais lucrativa para hackers. Os dados extraídos de ataques a sites de mídia social, como o Facebook, podem ser comprados na Dark Web e depois aproveitados para fornecer aos engenheiros sociais as informações necessárias para direcionar com êxito ataques a determinados indivíduos. Isso resulta em ataques cada vez mais sofisticados por grupos APT (advanced persistent threat). Se um e-mail de phishing vier de uma fonte confiável ou fizer referência a dados pessoais que você não esperaria que um spammer tivesse, se torna mais difícil detectar e evitar. A Kapersky sugere que o spear phishing será uma das maiores ameaças para empresas e indivíduos em 2019.

5. Ransomware e crypjacking
Ataques de ransomware estão em declínio, substituídos até certo ponto por cryptojacking (sequestrar um computador para minar criptomoedas). Esses ataques empregam táticas semelhantes ao resgate, mas exigem menos conhecimento técnico. Como o malware funciona em segundo plano, sem o conhecimento do usuário, é difícil estimar a verdadeira escala desse problema, mas todas as evidências sugerem que ele está aumentando.

Ataques como WannaCry , NotPetya também sugerem que, embora os ataques aleatórios de ransomware de baixo nível estejam diminuindo em número, os ataques direcionados sofisticados continuarão sendo um problema por algum tempo. Esperamos ver o crescimento contínuo do roubo de criptografia e de ransomware direcionado em 2019.

6. Direitos de acesso do usuário
O gerenciamento efetivo de privilégios de usuários é um dos pilares de um forte perfil de segurança. Conceder aos usuários direitos de acesso a dados desnecessários ou privilégios de sistema pode resultar em uso incorreto ou deliberado de dados e criar vulnerabilidades a ataques externos. Liderando o caminho na luta contra esse risco estão os sistemas de gerenciamento de identidades e acesso (IAM) , que fornecem aos administradores as ferramentas para monitorar e avaliar o acesso para garantir a conformidade com regulamentações governamentais e protocolos corporativos. Muitas das soluções nessa área ainda estão engatinhando, mas já estão comprovando o valor de seus negócios. Podemos esperar ver muito mais ingressando em suas fileiras no próximo ano.

7. Detecção e resposta de endpoint (EDR)
A detecção e resposta de endpoints é uma tecnologia emergente que fornece monitoramento contínuo de pontos de acesso e uma resposta direta a ameaças avançadas. As soluções da EDR se concentram principalmente na detecção de eventos no ponto de entrada, contendo o incidente para evitar infecção na rede, investigação de qualquer atividade suspeita e ação corretiva para restaurar a integridade do sistema. Plataformas tradicionais de proteção de terminais (EPP) são principalmente preventivas. O EDR aprimora a detecção de ameaças muito além dos recursos das soluções tradicionais de EPP e procura ativamente anomalias usando o monitoramento comportamental, ajudado por recurso de Inteligência Artificial. À medida que a natureza da ameaça cibernética se modifica e muda, esperamos ver uma nova onda de soluções de segurança combinando o EPP tradicional com tecnologias EDR emergentes.

8. Deep fake videos
Ver não é mais acreditar. Tecnologias automatizadas de Inteligência Artificial foram desenvolvidas para criar e detectar Deep fake videos. Os vídeos podem retratar uma celebridade ou político engajado em atividade ilegal ou pornográfica ou um chefe de Estado fazendo comentários inflamados. Mesmo quando as imagens foram mostradas como falsas, pode haver danos duradouros à reputação ou conseqüências irredimíveis severas. Isso não apenas destaca a importância da checagem de fatos, mas também existe uma tendência preocupante para essa tecnologia. Vídeos falsos profundos muitas vezes se tornam virais, tornando-os uma excelente ferramenta para espalhar malwares e lançar ataques de phishing. No próximo ano, todos nós precisamos estar atentos a essa tendência perniciosa.

9. Segurança na nuvem
A migração de soluções de serviços e computação para a nuvem trouxe muitos benefícios para a empresa. No entanto, também abriu novas áreas de risco. A lacuna de habilidades em segurança cibernética continua preocupantemente ampla, e uma nova geração de criminosos cibernéticos está investigando entusiasticamente serviços baseados em nuvem para explorar vulnerabilidades. Muitos na empresa permanecem sem saber até que ponto são responsáveis ​​por proteger os dados, e até mesmo o melhor sistema pode ser comprometido por uma violação no protocolo. Precisamos redefinir a segurança para a nuvem e ser proativos.

10. Conscientização do usuário
Em quase todas as áreas acima, a palavra final é sobre a conscientização do usuário. Uma cadeia é tão forte quanto seu elo mais fraco, e todos nós temos que nos apropriar dos riscos se quisermos proteger nossos dados e redes. Acima de tudo, esperamos que no próximo ano haja uma maior conscientização por parte de todos os usuários, combinada com uma educação mais abrangente sobre limitação e remediação de ameaças. Conhecimento é poder e está ao nosso alcance.

Fonte: https://cio.com.br/10-tendencias-de-ciberseguranca-para-2019/

15 competências para se preparar para o futuro do trabalho

O profissional do Futuro

Saiba quais habilidades devem estar no seu radar para este ano

A tecnologia avança sem precedentes e está mudando a forma como vivemos. 

Ao mesmo tempo, as mudanças chegam ao mercado do trabalho e, consequentemente, exigem um novo conjunto de habilidades necessárias para trabalhos no futuro. Enquanto o mundo digital está crescendo, habilidades como comunicação, resolução de problemas, colaboração e empatia permanecem valorizadas, ao lado de competências em tecnologia.

Habilidades Necessárias

Mas afinal, quais são as habilidades necessárias ter sucesso em um perfil profissional hoje e nos próximos anos? A Mastertech, startup que prepara talentos para o futuro, lista 15 habilidades importantes para ser uma parte essencial da força de trabalho e transformação do futuro, que é agora:

1. Solução complexa de problemas

A resolução de problemas é uma habilidade que todos devemos ter, mas à medida que o mundo avança, enfrentaremos ainda mais dificuldades do que nunca. A fim de encontrar soluções para esses problemas, você precisa ter flexibilidade mental para pensar fora da caixa e ver o quadro maior.

Comece a expandir o poder do seu cérebro, a abordar alguns problemas que persistem e você estará preparado para o futuro.

2. Pensamento crítico

Embora dependamos fortemente da tecnologia automatizada para algumas partes do nosso trabalho, não confiamos que ela tome decisões executivas por nós. Você precisará constantemente analisar várias situações, considerando várias soluções e tomando decisões por meio da lógica e do raciocínio.

Em outras palavras, o pensamento crítico será uma habilidade fundamental hoje e no futuro local de trabalho, quando formos necessários para lidar com os principais problemas científicos.

3. Criatividade

A força de trabalho se desenvolveu por causa da criatividade das pessoas. Os robôs foram criados apenas porque um humano teve a ideia em primeiro lugar, então eles não vão roubar seu trabalho tão cedo!

Com a chegada de novas tecnologias, pessoas criativas estarão em demanda para descobrir maneiras de aplicar a nova tecnologia e criar novos produtos e serviços.

4. Gestão de pessoas

Ser capaz de gerenciar, motivar e delegar pessoas para garantir que você obtenha os melhores resultados para o seu negócio é uma habilidade muito difícil e que muitos profissionais não têm.

Esse traço continuará sendo muito procurado, especialmente nos setores de mídia. Identificar as melhores pessoas para o trabalho, saber facilitar a comunicação e criar um ambiente de trabalho agradável é uma habilidade vital para se ter.

5. Coordenação com os outros

Os robôs e o novo maquinário são ótimos, pois nos permitem realizar tarefas mais interessantes, mas a única coisa que eles não dominam é a capacidade de se coordenar com os outros.

No mundo do trabalho, é tão importante poder trabalhar com colegas e ajustar de acordo com suas ações. Essencialmente, ser um forte jogador dentro da equipe é algo que vai levar você para a próxima geração de profissionais capacitados.

6. Inteligência emocional

Ser capaz de se adaptar aos sentimentos e ambientes de outras pessoas é uma habilidade importante. É a capacidade de gerenciar o comportamento, navegar pelas complexidades sociais e tomar decisões pessoais que alcançam resultados positivos.

Fazer conexões vitais no local de trabalho e ter a inteligência para lidar com diferentes personalidades será desejável no futuro, mais do que é hoje e foi no passado.

7. Julgamento e tomada de decisão

Toda estratégia de negócios hoje é baseada na análise de dados. Ter a capacidade de estudar os dados e tomar decisões fortes será ainda mais desejável nos próximos anos.

Existem várias ferramentas para ajudar você a decifrar e entender esses números, por isso não entre em pânico se ainda não tiver dominado a habilidade. Use dispositivos e cursos para ajudá-lo a avançar nessas áreas.

8. Orientação para o serviço

Ter fortes habilidades de orientação de serviço ou procurar ativamente maneiras de ajudar as pessoas é focar nos consumidores e antecipar quais serão suas necessidades futuras.

Em outras palavras, você precisa pensar sobre o que o cliente precisará e criar soluções para seus problemas.

9. Negociação

Com tecnologias emergentes se infiltrando no local de trabalho, as habilidades sociais serão mais importantes do que nunca. Negociar é algo que só nós humanos fazemos, e fazemos bem!

Algumas ocupações, no entanto, permitiram que os introvertidos subissem em suas conchas e se afastassem dessas habilidades interpessoais. No entanto, mesmo pessoas em empregos técnicos deverão negociar com clientes, colegas e gerentes.

10. Flexibilidade cognitiva

A flexibilidade cognitiva é o jeito de pensar em múltiplos conceitos simultaneamente. No mundo acelerado de hoje, estamos acostumados a fazer malabarismos com vários empregos e multitarefas.

No entanto, de acordo com o The Future of Jobs, um relatório do Fórum Econômico Mundial que entrevistou mais de 350 executivos em todo o mundo, um nível mais alto de habilidades cognitivas será necessário para uma ampla gama de empregos. Isso inclui criatividade, sensibilidade a problemas e raciocínio lógico.

11. Adaptabilidade

No passado, a adaptabilidade não era um traço vital de um funcionário, já que softwares e estruturas praticamente permaneciam do mesmo jeito. Na força de trabalho de hoje, no entanto, ser capaz de se adaptar a novas situações, programas e até pessoas é extremamente importante.

Como nação, estamos constantemente tentando evoluir e superar o que fizemos anteriormente. Um conselho: não fique preso em um caminho, porque os procedimentos mudarão rapidamente!

12. Iniciativa e empreendedorismo

Pensar fora da caixa e criar novos conceitos e designs é uma habilidade que lhe garantirá um emprego agora e em diante. Você tem que possuir a qualidade para andar sob seus próprios pés e ter a capacidade de executar seu próprio projeto, departamento ou até mesmo negócio.

Se você quiser subir na carreira, não se contente com uma coisa: continue a expandir sua mente explorando diferentes caminhos.

13. Inteligência social

A inteligência social refere-se à sua capacidade de se conectar com os outros de maneira profunda e direta, para sentir e estimular as reações, bem como as interações desejadas.

Isso tem muito a ver com a sua comunicação com as pessoas com quem você escolhe conversar. Essencialmente, ter grandes habilidades sociais pode te colocar no caminho para o sucesso.

14. Alfabetismo em mídia e programação

No passado, a palavra “alfabetização” era frequentemente usada como a capacidade de ler e escrever. Embora permaneça um termo comumente usado hoje, parece que a alfabetização midiática tomou seu lugar.

Esse tipo de habilidade é considerado essencial para a força de trabalho do século XXI e se refere à capacidade de acessar, analisar, avaliar e criar mídia ou conteúdo que pode se comunicar com um público por meio da persuasão.

15. Colaboração virtual

Esse é o método de colaboração entre membros da equipe virtual e realizado por meio de comunicação mediada por tecnologia. É cada vez mais usado pelas empresas, pois tem um grande potencial em permitir que pessoas de diferentes locais trabalhem juntas. No futuro, a maioria das reuniões e discussões será realizada por meio de dispositivos on-line, impulsionando o engajamento e aumentando a produtividade.

Sem essas habilidades críticas, você terá dificuldade em se encaixar no futuro local de trabalho. Não só elas devem ajudá-lo a ser mais eficiente, mas também lhe darão o impulso adicional para alcançar seus objetivos de carreira. Que tal começar hoje mesmo a desenvolvê-las?

Fonte: https://computerworld.com.br/2019/01/16/15-competencias-para-se-preparar-para-o-futuro-do-trabalho/?fbclid=IwAR0vqWFRxK1nk6goZV3qpwrR7Fub2qH2dwm9DL38Wj4Ugnfsw5pT4tNCw8k

Renovação dos RH’s esbarra no mindset das companhias

Renovação dos RH’s esbarra no mindset das companhias

* por Antonio Loureiro, CEO da CQ1

Desde que criamos a CQ1 Lab, pudemos imergir ainda mais no “mar” de inovação que é possível trazer para a área de recursos humanos. Boas ideias e iniciativas não faltam.  As HRtechs têm trabalhado para solucionar os inúmeros problemas burocráticos do setor: alta rotatividade, profissionais insatisfeitos, reforma trabalhista, e-social entre outros.

No entanto, a concepção frenética de inovações encontra no mercado uma barreira de maturidade e cultura, que dificulta, ou até impede, a implementação dessas soluções dentro das corporações. Os projetos voltados para a área de recursos humanos têm um tempo maior de maturação e retorno financeiro, se comparado com outros mercados. Isso ocorre porque dependem de adaptações significativas nos clientes. Em muitos casos, a adoção de um novo sistema demanda mudanças culturais não só para o departamento de RH, como para toda a companhia.

Contudo, não há outro caminho possível: mais cedo ou mais tarde a mudança no mindset das empresas deverá acontecer.  Elas passarão a compreender a transformação digital como sinônimo de ganho de produtividade. A tecnologia e a qualidade dos planejamentos estratégicos na gestão de pessoas estarão cada vez mais correlacionadas dentro das companhias, apesar da atual resistência do setor e das restrições aos investimentos.

Big Data e IA

Consequentemente a utilização da análise de dados e da inteligência artificial na tomada de decisões para a gestão estratégica de pessoas deverá ser estabelecida com muito mais força em um futuro próximo, como já acontece fora do Brasil há pelo menos três anos. Além da implantação da tecnologia em si, que facilita processos burocráticos, os RH’s devem entender a importância de uma leitura estatística para uma gestão mais inteligente e com melhor direcionamento.

Neste novo cenário, os profissionais de recursos humanos e até mesmo os líderes das empresas deverão se abrir para atualizações tenológicas e relacionadas à interpretação dos dadosc. A partir de agora, esses novos elementos estarão ada vez mais presentes na vida desses profissionais e, utilizar a tecnologia como aliada será crucial para este processo de mudança.

 

Segundo MIT, inteligência de dados pode ser chave para vantagem competitiva

Segundo MIT, inteligência de dados pode ser chave para vantagem competitiva

Pesquisa global encomendada pela Pure Storage revela que 93% dos líderes afirmam que os dados são a base para tomada de decisões de negócios

Pure Storage, plataforma de armazenamento, acaba de divulgar os resultados da sua pesquisa conduzida pelo MIT Technology Review, o Evolution Report Latam, relatório sobre as atitudes globais existentes em relação às iniciativas atuais e futuras de inteligência de dados para o crescimento dos negócios. O feedback foi coletado com mais de 2.300 líderes globais de negócios e de TI, sendo entre os entrevistados, líderes de quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, México e Colômbia.

De acordo com o levantamento, 93% dos líderes em organizações na América Latina têm uma abordagem centrada no cliente para a aplicação de dados, considerando-a fundamental para fornecer melhores resultados. Quando perguntados sobre o papel dos dados na melhora das decisões de negócios, 89% dos entrevistados concordam que os dados são fundamentais. Outro benefício da coleta de dados está o crescimento dos negócios mencionado por 89% dos executivos.

“Dos entrevistados diretamente ligados a geração de dados, 92% dedicam mais tempo para gerar soluções criativas de acordo com os desafios de negócios futuros. Pensando nisso, vemos que a adoção da IA para inteligência de dados parece ser a próxima geração de tecnologia mais alinhada com os cronogramas de negócios”, comenta o gerente geral de venda para a Pure Storage no Brasil, Paulo de Godoy.

Além da automação

O conceito da inteligência artificial para negócios já é familiar no mercado. Na verdade, o termo \”IA\” é tão amplo e abrangente que 73% dos entrevistados acreditam que já utilizavam esse termo de alguma forma. Entretanto, essa definição ampla pode estar impedindo a verdadeira compreensão do potencial da tecnologia. Nós a limitamos a robôs de bate-papo nas premissas e à robótica automotiva, sendo que esta tecnologia pode ser utilizada como uma ferramenta para desbloquear rapidamente uma poderosa inteligência de dados.

Ao aplicar a inteligência artificial à coleta, interpretação e execução de iniciativas de dados, as organizações podem desfrutar de uma infinidade de novas oportunidades de sucesso. A maior parte dos entrevistados (84%) disseram que entendem a vantagem competitiva que os dados podem fornecer e que consideraram a análise rápida e minuciosa como algo importante.

Desafios e obstáculos para a adoção de IA

Ainda existem barreiras entre empresas e a adoção da IA para iniciativas de inteligência de dados. Os três principais desafios enfrentados pelas organizações na América Latina são: custo da tecnologia, envolvimento dos stakeholders e infraestrutura de dados.

Metade dos líderes empresariais (50%) acreditam que o custo ou o orçamento é o maior desafio ao considerar tecnologias para um gerenciamento de dados aprimorado. Pode ser um dos desafios mais importantes no caminho para a adoção, mas é também um dos principais benefícios percebidos com a IA.

Brasil

No Brasil, participaram da pesquisa 149 tomadores de decisão. Segundo o relatório, as três principais barreiras para a adoção da IA são:

  • Custo e o orçamento, opinião de 38% dos entrevistados , sendo 12% menor do que a média na América Latina.
  • Participação e o engajamento dos stakeholders, barreiras apontadas por 37% dos executivos.
  • Dificuldades de recursos e talentos, citados por  34% dos respondentes.
  • Dos líderes consultados no Brasil, 94% concordam que IA daria a eles mais tempo para pensar criativamente sobre os desafios dos negócios. Em termos de benefícios adicionais, 92% também concordam que poderiam desenvolver novas ofertas para os seus clientes, e 89% concordam que poderiam vender de forma mais eficaz aos seus clientes.

O futuro é brilhante para a AI

Acredita-se que a análise criativa de dados é essencial para fornecer a vantagem competitiva que as organizações menores precisam. A maioria dos entrevistados da pesquisa (80%) acredita que as organizações menores estão sob pressão para acompanhar o ritmo das mudanças e que os dados fornecem o suporte necessário.

“As empresas de pequeno porte não são as únicas que se beneficiam com a capacidade da IA de melhorar a eficiência. Acredita-se que as organizações que executam tarefas repetitivas também terão muitas melhorias no processo comercial. Segundo nossos resultados, 84% dos entrevistados acreditam que IA será ainda mais útil para as empresas que dependem da replicação de tarefas ou dos processos de rotina”, sinaliza Godoy.

As organizações na América Latina adotaram a ideia da inteligência de dados para obter vantagem competitiva e 80% delas já estão explorando ativamente novas tecnologias (como a AI) para os negócios. Quando perguntados sobre a IA, o panorama é positivo: entre os que atualmente não adotam soluções de IA, 66% considerariam como um investimento futuro. O futuro da IA engloba muitas outras aplicações não descobertas, juntamente com novas considerações práticas. No entanto, muitas delas estão de acordo: o uso da tecnologia é inevitável.

 

Fonte: https://www.itforum365.com.br/tecnologia/segundo-mit-inteligencia-de-dados-pode-ser-chave-para-vantagem-competitiva/

10 tecnologias estarão na mira dos bancos em 2019

10 tecnologias estarão na mira dos bancos em 2019

Febraban identifica as principais tendências tecnológicas que vão se destacar nas instituições financeiras

Os bancos brasileiros investiram R$ 19,5 bilhões em tecnologia em 2017, segundo pesquisa da Febraban.

O número coloca o país na vanguarda dos investimentos em inovações.

Um dos centros desses investimentos é a Inteligência Artificial (AI, na sigla em inglês), já que 80% das instituições do setor disseram que apostam em AI e computação cognitiva para atender aos movimentos de mercado.

Mas quais tendências estarão na mira dos bancos neste ano?

A revista CIAB Febraban – publicação da Federação Brasileira de Bancos voltada a tecnologias do setor financeiro – ouviu tanto profissionais de instituições financeiras, como consultores especializados para responder. 

Temas como Big Data e Analytics, Blockchain, Open Banking e Cloud lideram o ranking.

Confira o que será tendência neste ano:

1. Big Data e Analytics

A análise de volumes gigantes de dados gerados por clientes, por operações e até mesmo por processos internos tornou-se uma necessidade para os bancos e vai avançar ainda mais em 2019.

O uso combinado de Big Data e Analytics servirá de base para outras tecnologias que devem avançar no ano que vem, assim melhorando produtos e serviços e abrindo caminho para novidades.

O potencial do Big Data e das ferramentas de Analytics no setor bancário permite que as instituições financeiras reduzam seus custos e exposição a riscos, e conheçam melhor seus clientes, com serviços digitais mais eficientes.

2. Open Banking

Se os dados são uma das peças-chave para inovações que vão surgir em breve, a colaboração é outro caminho em que os bancos deverão apostar em 2019.

O Open Banking vai permitir que diferentes atores do mercado desenvolvam soluções a partir de interfaces de programação para aplicações desenvolvidas pelas instituições financeiras, as APIs.

3.Chatbots

Os chatbots – atendentes virtuais, com capacidade de interação graças a Inteligência Artificial e computação cognitiva – vão continuar a despontar no sistema financeiro, assumindo uma gama maior de tarefas, e vão melhorar a experiência do usuário, que é a base de tudo.

Essas ferramentas vão se aproveitar cada vez mais das informações captadas e processadas por Big Data e Analytics, por exemplo, para se tornar mais eficientes.

4. RPA

Os robôs não vão participar apenas de conversas com os clientes.

Uma outra tendência prevista para 2019 é sua atuação nos bastidores das instituições, por meio de Robotic Process Automation (RPA). Com a ajuda da Inteligência Artificial, os robôs serão usados para aumentar a eficiência operacional e automatizar atividades internas dos bancos.

5.Biometria

O uso da biometria pelos bancos vai continuar intenso em 2019. Além do reconhecimento de impressão digital, que já se tornou popular, o reconhecimento facial e também da voz estão entre as alternativas que serão adotadas em uma escala crescente.

6. Segurança Cibernética

A tecnologia evolui para proporcionar melhores produtos e serviços, mas, ao mesmo tempo, crescem as ameaças virtuais à segurança de instituições e clientes.

A segurança cibernética consiste em usar ferramentas como Big Data e Analytics para evitar fraudes.

7. Computação Forense

Ferramentas de segurança podem ir além de garantir a integridade das transações. A computação Forense não é mais algo restrito a investigações policiais e pode ser aplicada para analisar o comportamento dos próprios funcionários nos bancos e, com isso, preservar o sigilo das informações.

8. Blockchain

Experimentos em Blockchain – tecnologia que permite registros e certificações confiáveis de forma descentralizada – vão continuar a ocorrer nos bancos, e o salto prometido para aplicações em larga escala deve vir em 2019.

Até agora, a indústria tem feito protótipos e provas de conceito, mas, em 2019, o Blockchain vai começar a ser aplicado a casos reais.

9. Cloud Computing

No passado, a adoção de nuvem pelos bancos esbarrou no receio quanto à segurança das informações dos clientes e em questões de regulação.

A resolução 4.658 do Banco Central, que dispõe sobre os requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de Cloud Computing, divulgada em maio do ano passado, uniformiza a forma como o banco faz isso de forma segura.

A tendência é que as instituições acelerem a adoção.

10. Internet das Coisas

Em 2019, serão impulsionados estudos sobre como a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) pode trazer novas oportunidades de produtos e serviços financeiros.

A IoT permite a oferta de produtos e serviços mais personalizados, por meio de aparelhos eletrônicos domésticos conectados à Internet.

Fonte: https://cio.com.br/10-tecnologias-estarao-na-mira-dos-bancos-em-2019/

Como criar uma cultura de inovação para a 2ª fase da Transformação Digital

Por que a mudança de cultura é necessária?


No mundo empresarial altamente dinâmico de hoje, a cultura da inovação é primordial. Para chegar lá, as organizações precisam ir além da adição de recursos digitais a seus produtos e serviços. Precisam reformular seus processos de negócios – o que a IDC chama de “DX 2.0”, a segunda fase da Transformação Digital.

“A DX exige uma reavaliação radical da estratégia e dos processos de um negócio: como a empresa interage com seus clientes, como ela impulsiona a excelência operacional, como ela aborda a inovação e decide quais tecnologias usar como base”, explica a IDC.

Mas a mudança não vem fácil. Oitenta e sete por cento dos tomadores de decisão de TI relatam que seus departamentos estão se esforçando para se adaptar a um papel crescente que inclui a adoção de iniciativas de inovação e a manutenção eficiente de sistemas de missão crítica, de acordo com o Insight Intelligent Technology Index 2018.

A percepção do departamento sobre si mesmo pode ser parte do problema, com 38% dos profissionais de TI descrevendo a TI como um centro de custo, em comparação com apenas 20% que a consideram um centro de inovação.

A necessidade de mudança cultural é impulsionada em partes iguais pelo medo na diretoria “sobre como todos serão desintermediados” e “um apetite por crescimento oportunista”, diz James McKeen, co-autor de Driving IT Innovation: A Roadmap. para os CIOs Reinvent the Future, que também é vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da Empire Life Insurance, em Kingston, Ontário.

As organizações estão buscando a TI quase que exclusivamente para inovar e criar novos produtos e serviços que as ajudem a sustentar sua capacidade de gerar receita, acrescenta Heather Smith, coautora do livro, que também é pesquisadora associada sênior na Universidade de Queen’s, em Londres. Kingston, Ontário, e pesquisadora associada à Society for Information Management.

“O problema sempre foi o descompasso. A empresa diz: ‘Mostre-me o dinheiro e o business case’, e a TI diz: ‘Ainda não temos o business case, mas sabemos que é importante e temos que nos preparar para ele”, diz Smith.

A TI deve reverter essa abordagem, considerar o caso de negócio primeiro e focar na otimização do negócio, tornando-a mais transparente, e na transformação, que é mudar o modelo do negócio, diz McKeen.

Fazer isso é o primeiro passo para iniciar uma cultura de inovação.

Fonte: https://cio.com.br/como-criar-uma-cultura-de-inovacao-para-a-2a-fase-da-transformacao-digital/

Tecnologia: O que esperar para próximos 20 anos?

O que esperar para os próximos 20 anos?

2020

➔   Internet 5g entrega velocidades de conexão de 10 a 100 gigabytes para dispositivos móveis ao redor do mundo.

➔ Diagnósticos baseados em I.A. e recomendações terapêuticas serão usadas na maioria dos centros médicos americanos.

➔   Carros voadores entram em operação em algumas cidades.

2022

➔  Impressoras 3D conseguem imprimir roupas e materiais para montagem de casas e prédios.

As pessoas terão liberação para conduzirem carros autônomos nos EUA e alguns outros países.

➔  Robôs domésticos se tornam normal em alguns lares de renda média, capazes de fazer leitura labial, reconhecimento facial e de gestos com clareza.

➔  Robôs conversam naturalmente e atuam como recepcionistas, assistentes de lojas e escritórios.

2024

➔  As primeiras missões privadas para Marte são lançadas.

➔  O número de vôos de drones diários chega a 10.000.000 (100x mais do que hoje)

➔  Drones já entregam pacotes rotineiramente aos telhados dos prédios e casas e robôs de superfície pegam esses pacotes e os encaminham de porta em porta.

➔  Os primeiros contratos de energia solar e eólica de “um centavo por KwH” são fechados.

➔  As vendas de veículos elétricos compõem metade das vendas totais de automóveis.

➔  Lidar com inteligência artificial aumentada é considerado um requisito para a maioria dos empregos.

2026

➔  A posse de carros sai de moda e os veículos autônomos dominam nossas estradas

100.000 pessoas transitam em Los Angeles, Tóquio, São Paulo e Londres em veículos de decolagem e aterrisagem vertical.

➔ Agricultura vertical se torna vital para produção de comida na maioria das grandes megacidades.

8 bilhões de pessoas já se conectam à internet em velocidades de 500 mbps. Tablets nas regiões mais pobres do mundo se tornam disponíveis para uso em troca de dados e direitos de ecommerce.

➔  Realidade virtual se torna onipresente. Os pais constantemente reclamam que seus filhos estão em “outro universo”.

2028

➔  Energia solar e eólica representa quase 100% do consumo mundial.

➔  A demanda mundial por petróleo chegou ao seu auge e parece começar a decrescer.

➔  Robôs terão relacionamentos reais com as pessoas, dando suporte aos idosos, cuidando da higiene pessoal e preparação de alimentos.

➔  Robôs para relações íntimas passam a ser populares.

2030

➔ A inteligência passa no teste de Turing, o que significa que a máquina pode alcançar (e superar) a inteligência humana em todas as áreas.

➔  Os mais ricos tem acesso ao que se traduz “velocidade de escape da longevidade” – o momento em que um ano de avanço tecnológico consegue aumentar a expectativa de vida das pessoas em mais de um ano.

➔ Agencias de inteligência confirmam que mensagens armazenadas e seguras enviadas entre 1990 e 2029 foram desencriptadas com sucesso.

➔  Emissões de carbono caem mais rápido a cada ano.

Será assinado um plano global de emissão zero até 2050 de carbono.

2032

➔   A maioria dos profissionais humanos tiveram alguma modificação cortiçal, como coprocessadores e comunicação web em tempo real.

➔   Robôs avatares se tornam populares, permitindo que qualquer um possa teleportar sua consciência para locais remotos em todo mundo.

➔   Robôs são comuns em todos os locais de trabalho, eliminando todo trabalho manual e interações repetitivas (guias turísticos, recepcionistas, motoristas e pilotos, serventes e construtores).

2034

➔  Empresas como Kernel fazem conexões significativas entre o córtex humano e a nuvem.

➔  Muitos problemas mundiais são solucionados (ex.: câncer e pobreza).

➔  A I.A. consegue solucionar problemas científicos complexos que requerem alto nível de realidade aumentada para entendimento.

2036

➔  Tratamentos para longevidade se tornam disponíveis rotineiramente,       estendendo a vida das pessoas comuns em 30 a 40 anos.

➔  Cidades inteligentes escalam globalmente; são hiper eficientes em utilizar energia solar, produzir e distribuir alimentos, oferecer segurança e transporte eficiente.

2038

O dia a dia já não é mais reconhecível – a realidade virtual e inteligência artificial alavancam todas as partes da vida humana no mundo inteiro.