De acordo com o último relatório da EF – Education First – empresa de educação internacional – sobre o Índice de Proficiência em Inglês (EPI), realizado em 70 países e em territórios com base em dados de testes de mais de 910.000 adultos, o Brasil está na 41ª posição no ranking; lugar ainda mais baixo se comparado aos dos últimos dois anos. 

Em uma era de comunicação sem fronteiras, salienta o sócio-diretor da Conquest One, empresa especializada em contratação de profissionais especializados em TI, Marcelo Vianna, dominar um segundo idioma ultrapassa o nível do mandatório nas empresas, e o inglês, como principal língua estrangeira, ganha destaque. É esse o atributo valioso que vai garantir jogo de cintura e conhecimento para liderar uma conferência, sair de situações delicadas durante um almoço de negócios e, o mais importante, pode até alavancar a receita da companhia.

Segundo o estudo The English Margin, também realizado pelo EF, a língua inglesa impulsiona a receita de vendas, dos 510 diretores e gerentes entrevistados, 88% estaria disposto a pagar mais por um produto proveniente de fornecedores com maiores níveis de proficiência no inglês. Eles considerariam pagar até 16% a mais por tais produtos ou serviços.

Em especial no mercado de tecnologia, onde é comum que uma empresa, por exemplo, tenha serviços feitos na índia, Europa, Estados Unidos e o restante fica no Brasil, o profissional terá de lidar com pessoas de variados lugares e até diferentes sotaques de inglês. Como ‘sobreviver’ a isso sem ter fluência? Segundo ainda Marcelo Vianna, outro problema bastante enfrentado por aqui, é a valorização das informações no currículo, o que muitas vezes é vendido como ‘inglês avançado’, passa para o nível intermediário na hora da entrevista.

“A consequência? As empresas demoram mais para encontrar o candidato ideal; talvez a oportunidade permanecerá aberta por mais tempo, ou a companhia vai optar ainda por contratar pessoas com um nível técnico inferior ao esperado para assegurar que a posição em aberto seja atendida por um profissional fluente em inglês”, argumenta.

Para se ter uma ideia de como a situação pode afetar os negócios, basta saber que 81% das empresas entrevistadas no The English Margin, considerariam descartar um fornecedor com baixos níveis de proficiência na língua inglesa. E ainda mais impressionante do que esse número, está o fato de que um funcionário com nível profissional pleno de inglês poderia contribuir com pelo menos 128 mil dólares a mais para a empresa por ano.

De acordo com Vianna, as pessoas continuam buscando o estudo na língua inglesa, mas ainda assim a carência na comunicação existe. O problema? A falta de exposição ao idioma e atitude. Segundo ele, os profissionais que estão ‘no fogo cruzado’, que são mais expostos a situações em inglês, adquirem mais facilmente a fluência que o mercado pede.

Aprender não é tarefa simples, mas há que se ter interesse. Aplicativos como o Duolingo, canais do YouTube como o Inglês na Ponta da Língua, o site English In Brazil e até o portal de notícias da BBC são, segundo o diretor da Conquest One, ferramentas valiosíssimas na hora de estudar, e o melhor, são gratuitas, além de auxiliar o estudante a incluir o inglês em sua rotina.

Outra alternativa interessante, destaca ainda o consultor, é o intercâmbio, viajar a outro país para estudar é a melhor imersão possível, o dia a dia em uma nova cultura vai instigar a curiosidade e a vontade de se comunicar; a tarefa posterior será a de manter tal interesse.

 

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42242&sid=46#.V0XxDZErK03

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