No Brasil, o aprendizado do inglês ainda está muito abaixo do que se espera, ocupamos o longínquo 41º no índice de pro-ficiência, segundo pesquisa da Education First. O reflexo dessa posição? Menos oportunidades de negócio e menos receita para as nossas empresas.

De acordo com o último relató- rio da EF – Education First – empresa de educação internacional – sobre o Índice de Profi ciência em Inglês (EPI), realizado em 70 países e em territórios com base em dados de testes de mais de 910.000 adultos, o Brasil está na 41ª posição no ranking; lugar ainda mais baixo se comparado aos dos últimos dois anos. Claramente que esse é um resultado não muito favorável para a nós brasileiros, e para quem pensa que esse é um simples problema de estudo de idiomas, fique sabendo que essa lacuna impacta diretamente nos negócios e no desenvolvimento do país.

Em uma era de comunicação sem fronteiras, dominar um segundo idioma ultrapassa o nível do mandatório nas empresas, e o inglês, como principal língua estrangeira, ganha destaque. É esse o atributo valioso que vai garantir jogo de cintura e conhecimento para liderar uma conferência, sair de situações delicadas durante um almoço de negócios e, o mais importante, pode até alavancar a receita da companhia.

Segundo o estudo The English Margin, também realizado pelo EF, a língua inglesa impulsiona a receita de vendas, dos 510 diretores e gerentes entrevistados, 88% estaria disposto a pagar mais por um produto proveniente de fornecedores com maiores níveis de profi ciência no inglês. Eles considerariam pagar até 16% a mais por tais produtos ou serviços.

 

Consequências para o Mercado de Trabalho em TI

Em especial no mercado de tecnologia, onde é comum que uma empresa, por exemplo, tenha serviços feitos na índia, Europa, Estados Unidos e o restante fi ca no Brasil, o profissional terá de lidar com pessoas de variados lugares e até diferentes sotaques de inglês. Como ‘sobreviver’ a isso sem ter fl uência?

Outro problema bastante enfrentado por aqui, é a valorização das informações no currículo, o que muitas vezes é vendido como ‘inglês avançado’, passa para o nível intermediário na hora da entrevista. A consequência? As empresas demoram mais para encontrar o candidato ideal; talvez a oportunidade permanecerá aberta por mais tempo, ou a companhia vai optar ainda por contratar pessoas com um nível técnico inferior ao esperado para assegurar que a posição em aberto seja atendida por um profissional fluente em inglês.

Para se ter uma ideia de como a situação pode afetar os negócios, basta saber que 81% das empresas entrevistadas no The English Margin, considerariam descartar um fornecedor com baixos níveis de profi ciência na língua inglesa. E ainda mais impressionante do que esse número, está o fato de que um funcionário com nível profi ssional pleno de inglês poderia contribuir com pelo menos 128 mil dólares a mais para a empresa por ano.

 

Atitude é mandatória

As pessoas continuam buscando o estudo na língua inglesa, mas ainda assim a carência na comunicação existe. O problema? A falta de exposição ao idioma e atitude.

É possível notar que os profi ssionais que estão ‘no fogo cruzado’, que são mais expostos a situações em inglês, adquirem mais facilmente a fl uência que o mercado pede. Claro que ainda assim, aprender um novo idioma, com suas regras e vocabulário vasto, é difícil, mas saiba que ninguém estuda por ninguém, a vontade de aprender e colocar em prática vai partir de cada um, e nesse sentido, com a internet e a globalização, mais do que nunca a oportunidade bate à porta. Aplicativos como o Duolingo, canais do YouTube como o Inglês na Ponta da Língua, o site English In Brazil e até o portal de notícias da BBC são ferramentas valiosíssimas na hora de estudar, e o melhor, são gratuitas, além de auxiliar o estudante a incluir o inglês em sua rotina.

Outra alternativa interessante é o intercâmbio, viajar a outro país para estudar é a melhor imersão possível, o dia a dia em uma nova cultura vai instigar a curiosidade e a vontade de se comunicar; a tarefa posterior será a de manter tal interesse.

Algumas empresas oferecem auxílio a seus funcionários para o estudo do inglês, outras cedem seu espaço para aulas em grupo semanais, o que claro, facilita o acesso ao idioma. De qualquer forma a busca e a manutenção dessa língua fi ca a cargo do profi ssional. A atitude sempre vai contar pontos. E então, let’s do it?

 

(Fonte: Marcelo Vianna é sócio-diretor da Conquest One, empresa especializada em contratação de profissionais especializados em TI, e responsável pela área de Pessoas e Processos).

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