Colaboração: o caminho para um trabalho digital mais eficiente

Colaboração: Um Trabalho Digital Mais eficiente

Ferramentas de colaboração são fundamentais para que as organizações aumentem a eficiência da troca e do tratamento de dados

As ferramentas de colaboração promoveram uma rápida evolução no tratamento e armazenamento da grande quantidade de dados – ou o big data – inserida diariamente no ambiente digital. São muitas as soluções que permitem a interação entre usuários nos espaços de trabalho persistentes. Consequentemente, as organizações vivem uma transformação cultural e são pressionadas por respostas mais eficientes e maior agilidade na tomada de decisões.

A consolidação da colaboração entre equipes no ambiente digital – que transitam, inserem e organizam dados – ocorre no ambiente de nuvem. Isso significa que os usuários podem interagir de diferentes maneiras: seja com a troca de mensagens, documentos, a criação de whiteboards, anotações ou vídeos. E todas essas informações ficam centralizadas em um só espaço.

Uma das preocupações em relação ao tratamento virtual de tanta informação é justamente a segurança. Espera-se que ninguém de fora consiga invadir o ambiente para interceptar e roubar informação, e, por outro lado, que os usuários internos sejam capazes de manipular dados confidenciais de maneira responsável e segura.

Por isso, a criptografia inteligente de ponta a ponta, controles de acesso específicos, de acordo com o perfil do usuário, e políticas de compliance, como por exemplo a Prevenção de Perda de Dados (Data Loss Prevention, ou DLP) são fundamentais. Isso também se aplica ao tráfego, ao armazenamento, à gestão e, por fim, à entrega dos dados até o dispositivo ou cliente final. Ou seja, a ideia é garantir que quando um usuário se comunique com o outro e compartilhe, por exemplo, um arquivo, esse processo esteja criptografado de ponta a ponta.

Todas essas mudanças promovem uma transformação cultural nas organizações. As respostas se tornam rápidas e as decisões das equipes de trabalho – muitas vezes multidisciplinares -, mais ágeis. Além disso, processos desnecessários são evitados, como a troca de centenas de e-mails sem a garantia de que serão lidos por todos os destinatários, evitando a perda de continuidade nas comunicações.

A incorporação dessas ferramentas melhora a comunicação interna das empresas, mas para que haja um aumento ainda maior de eficiência, é importante integrá-las aos processos de negócios. Por exemplo, que a “aplicação x” se comunique com a “aplicação z”, e que esta esteja programada para gerar uma ação a cada nova entrada na “aplicação x”. Nos universos da manufatura ou do varejo , por exemplo, essa integração pode ser muito útil para aumentar a produtividade do negócio.

Essas ferramentas também ganharam espaço em ambientes de atenção ao cliente de entidades de saúde e até órgãos governamentais, para citar alguns exemplos. Fora do Brasil, alguns hospitais já fazem consultas e acompanhamento dos pacientes remotamente, graças a sistemas de videoconferência. Além disso, ministérios de alguns países já permitem que cidadãos registrem queixas sem a necessidade da presença de um funcionário, mas com soluções que integram uma câmara de vídeo, um sistema que capta as informações e uma impressora que emite o protocolo de atendimento.

 

Os chatbots, por sua vez, substituíram funcionários em atendimentos telefônicos. Graças à integração da tecnologia a sistemas de inteligência artificial, há uma redução de burocracias custosas e aumento da satisfação do cliente – tanto interno quanto externo

Há um ambiente tecnológico escondido, porém, essencial para suportar o processamento de tantos dados gerados no universo de colaboração, big data, Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT), entre outros. A rede de baixa potência, ou LPWAN, que é muito mais viável economicamente, por exemplo. Além disso, a otimização do armazenamento na nuvem com a utilização do edge computing, rede de dispositivos de borda, que melhora o desempenho dos aplicativos, reduz a latência e os custos pela utilização de uma internet com menor banda larga.

É preciso prestar atenção a tudo isso para pegar a direção correta na estrada rumo à automatização dos processos e à cada vez mais eficiente estratégia de dados.

Fonte: http://computerworld.com.br/2018/7/19/colaboracao-o-caminho-para-um-trabalho-digital-mais-eficiente

 

Como obter real valor do Big Data na nuvem?

Como obter real valor do Big Data na nuvem?

A computação em nuvem tornou o Big Data acessível, mas muitas empresas ainda não sabem o que fazer com os dados disponíveis. Recomendo um bom planejamento de dados, por diversos motivos

De acordo com mais recente relatório da IDC, “as receitas mundiais para Big Data e Business Analytics crescerão de quase US$ 122 bilhões em 2015 para mais de US$ 187 bilhões em 2019, um aumento de mais de 50% no período de cinco anos”.

Qualquer pessoa, em qualquer empresa, sabe que Big Data é um grande negócio. Se você conseguir gerenciar e analisar grandes quantidades de dados – estou falando de petabytes – terá acesso a todos os tipos de informações que ajudarão a administrar melhor os negócios.

Certo? Infelizmente, para a maioria das empresas, não.

Aqui estão alguns fatos concretos: a computação em nuvem tornou o Big Data acessível. Antes, você teria que construir um novo datacenter para abrigar a consolidação de dados. Agora, você pode consolidar dados na nuvem a preços bem em conta.

Mas uma coisa é ter dados estruturados e não estruturados em um local central. Outra coisa é fazer bom uso desses dados por razões táticas e estratégicas.

Com muita frequência, as empresas reúnem os dados, mas não sabem o que fazer com eles. Eles não têm uma compreensão sistêmica das oportunidades de negócios e dos valores que poderiam ser obtidos com o aproveitamento desses dados.

O que muitas vezes falta é um planejamento de dados. Recomendo que todos os empreendimentos tenham um planejamento de dados completo antes que os dados sejam consolidados na nuvem. Isso significa ter um conjunto claro e detalhado de casos de uso para os dados (incluindo propósito e valor), bem como uma lista de ferramentas e tecnologias (como Machine Learning e Analytics) que serão usadas para extrair valor comercial dos dados.

O planejamento de dados precisa ser feito antes da consolidação por vários motivos:

– Saber quais dados serão aproveitados para fins analíticos. Acho que alguns dados consolidados não são necessários. Então, você acaba pagando pelo armazenamento do banco de dados sem nenhuma finalidade comercial sólida, além de prejudicar o desempenho da análise, pois os dados desnecessários também precisam ser processados.

– Entender o significado dos dados, incluindo seus metadados. Isso garante que você esteja analisando os dados corretos para os casos de uso especificados. 

– Considerar um plano de desempenho. Se você classificar petabytes de dados, gastará muito tempo e dinheiro na nuvem. Como otimizar?  

– Ter uma lista de ferramentas de análise de dados. Embora muitas empresas comprem as ferramentas mais populares, você pode descobrir que sua jornada de Big Data leva você a uma tecnologia menos popular que se encaixa melhor. Certifique-se de explorar o mercado antes de decidir sobre o seu conjunto de ferramentas.

Um pouco de planejamento vai levá-lo longe. Seu negócio vale esse investimento.

Fonte: http://cio.com.br/tecnologia/2018/07/14/como-obter-real-valor-do-big-data-na-nuvem/